Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, explica que, em março de 2025, o cenário energético sul-americano atingiu um ponto de inflexão significativo. Com a redução das reservas de gás bolivianas e a crescente demanda industrial brasileira, o gás de Vaca Muerta, localizado na Argentina, consolidou-se como a “tábua de salvação” para o setor energético da região.
No entanto, o desafio logístico de construir um gasoduto de mais de mil quilômetros apresenta obstáculos consideráveis, esbarrando em custos que podem chegar a impressionantes R$ 7 bilhões, especialmente quando se utilizam métodos tradicionais de construção. Essa situação exige uma análise cuidadosa e soluções inovadoras para garantir a viabilidade do projeto e atender à demanda crescente por energia.
O método de dutos aparentes: Eficiência e segurança
A proposta da Liderroll baseia-se em uma expertise internacional premiada pela ASME, defendendo que o método de dutos aparentes pode reduzir o custo da obra em até 1/3 em comparação à tubulação enterrada. Além da economia direta, Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, destaca as vantagens técnicas superiores:
- Durabilidade: diferente dos dutos enterrados, que sofrem com a umidade e agressões químicas do solo, o duto aparente facilita a manutenção e fiscalização constante;
- Tecnologia de suportação: os roletes desenvolvidos pela Liderroll eliminam o atrito do aço e isolam a tubulação de correntes elétricas da terra, mitigando a corrosão localizada e pontos de tensão térmica;
- Segurança operacional: O sistema permite uma resposta rápida a qualquer anomalia, estendendo significativamente a vida útil do ativo.
Geopolítica e infraestrutura continental
Atualmente, a malha de transporte de gás no Brasil é de apenas 9,5 mil km, um número modesto para um país continental se comparado aos 16 mil km da Argentina. A EPE estuda rotas que passam por Uruguaiana, Paraguai ou Bolívia (via Gasbol), envolvendo investimentos que podem chegar a R$ 3,8 bilhões adicionais.
Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a viabilização desses trechos exige um esforço coordenado, sugerindo que a FIRJAN lidere este encontro de mentes para romper o marasmo econômico.

Quais são os principais pilares do painel estratégico para 2025 que facilitam o fluxo de gás de Vaca Muerta ao Brasil?
O painel estratégico proposto para 2025 reúne os pilares fundamentais da infraestrutura energética para viabilizar o fluxo de gás de Vaca Muerta ao Brasil. Ele articula a operação e gestão das malhas de transporte da TAG, NTS e TBG (lideradas por Labanca, Portela e Laureano) com a robusta expertise logística da Transpetro sob o comando de Sergio Bacci.
Conforme explica Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a segurança do empreendimento é reforçada pela garantia de suprimento e exportação da Pan American Energy (Enrique Lusso) e pelo suporte financeiro indispensável do BNDES (Aloisio Mercadante).
Enquanto isso, o planejamento técnico e a regulação ficam a cargo da EPE (Thiago Prado) e da ANP (Patrícia Baran). Finalmente, a FIRJAN (Karine Fragoso) desempenha o papel crucial de articulação industrial, assegurando que a infraestrutura se traduza em fomento econômico e desenvolvimento regional efetivo.
Projeto de Vaca Muerta reafirma soberania econômica do Brasil através da engenharia inovadora
Como resume Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, ao integrar empresas de transporte (TAG, NTS, TBG) e fomento (BNDES), a Liderroll busca replicar no continente o sucesso obtido em projetos como a Linha 5 e o Gasduc III. Portanto, o projeto de Vaca Muerta não é apenas uma obra de engenharia, mas um movimento de soberania econômica.
Em 2026, a adoção de métodos revolucionários de construção será lembrada como o marco que permitiu ao Brasil dobrar sua capacidade de recepção de gás. Isso garantiu energia barata e segura para a indústria pesada e o setor térmico, consolidando a engenharia brasileira como a fiadora da integração energética da América Latina.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
