O endividamento que não precisa existir: Tiago Oliva Schietti e o consórcio como saída inteligente dos juros em 2026

Tiago Oliva Schietti
Diego Velázquez Por Diego Velázquez
7 Min de leitura

Em março de 2026, o indicador de endividamento das famílias brasileiras atingiu 80,4%, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio. Quase um terço dessas famílias tinha contas em atraso, e 12,3% afirmavam não ter condições de honrar seus compromissos financeiros. Em meio a esse cenário, cresce o interesse por alternativas que priorizam o planejamento em vez do crédito caro, e o consórcio ocupa posição cada vez mais relevante nessa equação. Tiago Oliva Schietti, empresário, destaca que a lógica é direta: quem já está pressionado por dívidas caras não pode se dar ao luxo de contratar novos compromissos com juros compostos.

Interessado em saber mais? Leia o artigo a seguir e entenda!

Por que o crédito bancário perpetua o endividamento?

O endividamento com juros altos funciona como um ciclo que se retroalimenta. Cartão de crédito rotativo, cheque especial e empréstimos pessoais podem ultrapassar facilmente 10% ao mês, percentuais que anulam qualquer tentativa de reorganização financeira quando o tomador não consegue quitar o saldo integral. A dívida cresce mais rápido do que a capacidade de pagamento.

Mesmo em modalidades de crédito consideradas menos agressivas, como o financiamento de veículos, o impacto ao longo do tempo é significativo. Na compra de um automóvel de R$60 mil em financiamento tradicional com juros de 2,14% ao mês, o valor total pago ao final do contrato supera em R$66 mil o que seria pago no consórcio. Para quem já está endividado, essa diferença representa recursos que poderiam estar sendo direcionados para a quitação de passivos anteriores. Tiago Oliva Schietti explica que a escolha entre contratar crédito com juros ou optar por uma alternativa sem juros não é apenas uma decisão de compra: é uma decisão que determina o ritmo com que o patrimônio cresce ou encolhe ao longo do tempo.

Como o consórcio funciona como ferramenta de reorganização financeira?

O consórcio não é, em si, uma solução para dívidas já contraídas. Mas cumpre um papel estratégico importante para quem quer reorganizar o planejamento financeiro e evitar que novas aquisições aumentem a exposição a juros. O consórcio oferece flexibilidade ao permitir o uso do crédito para imóveis, veículos e serviços, sendo possível utilizá-lo para quitar dívidas, investir ou ampliar negócios sem juros. Uma solução versátil e estratégica para diferentes necessidades.

Em situações específicas, a carta de crédito do consórcio pode ser utilizada para quitar um financiamento imobiliário já existente, reduzindo o saldo devedor sujeito a juros. Essa estratégia, conhecida no mercado como uso do consórcio para portabilidade de dívida, permite ao consorciado contemplado substituir um contrato com juros por uma obrigação sem juros, pagando apenas a taxa de administração pelo restante do prazo. Segundo a avaliação de Tiago Oliva Schietti, essa possibilidade é um dos usos mais subestimados do consórcio e pode representar uma economia expressiva para quem tem um financiamento com muitos anos pela frente.

O papel do planejamento na saída do ciclo de endividamento

Sair do endividamento exige mais do que reduzir despesas pontuais. Requer uma mudança estrutural na forma como as aquisições são planejadas e financiadas. O consórcio pode contribuir para uma relação mais equilibrada com o dinheiro, desde que utilizado com planejamento e clareza sobre os objetivos, tornando-se mais do que uma alternativa de compra e sim uma ferramenta de equilíbrio financeiro sustentável.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

A disciplina imposta pelo consórcio, com parcelas fixas, objetivo definido desde o início e ausência de juros que crescem sobre o saldo devedor, cria uma estrutura de comprometimento muito diferente da do crédito bancário. Em um cenário de juros elevados, qualquer modalidade financeira que ofereça previsibilidade ganha destaque. O consórcio se diferencia por parcelas planejáveis, ausência de juros, estabilidade ao longo do tempo e segurança operacional regulada pelo Banco Central. Como considera o empresário Tiago Oliva Schietti, a previsibilidade é o fator que torna o consórcio compatível com qualquer processo sério de reorganização financeira, pois o consorciado sabe exatamente quanto vai pagar e por quanto tempo.

Quando o consórcio faz sentido dentro de um processo de reorganização?

Adotar o consórcio como parte de uma estratégia de saída do endividamento exige um diagnóstico claro da situação financeira atual. Quem tem dívidas com juros muito altos, como cartão rotativo ou cheque especial, deve priorizá-las antes de assumir qualquer novo compromisso mensal, incluindo um consórcio. A ordem lógica é primeiro eliminar os passivos mais caros, depois direcionar parte da renda liberada para um consórcio que financie a próxima aquisição necessária sem acrescentar juros ao orçamento.

Para quem já organizou os passivos mais críticos e planeja a próxima grande aquisição, seja um imóvel, um veículo ou um equipamento para o negócio, o consórcio representa a forma mais eficiente de viabilizar essa compra sem recriar a mesma armadilha de endividamento que gerou o problema anterior. Em 2026, com a perspectiva de manutenção de um ambiente de crédito restritivo e níveis elevados de endividamento, a tendência é que soluções baseadas em disciplina financeira continuem ganhando tração, e o consórcio deve seguir como alternativa relevante para consumidores que buscam equilibrar consumo e sustentabilidade financeira. Na perspectiva de Tiago Oliva Schietti, a combinação entre organização das dívidas existentes e adoção do consórcio para aquisições futuras é o caminho mais consistente para quem quer romper definitivamente com o ciclo do endividamento caro.

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